“Mas os olhos eram cinza-prateados e repletos de luz: os olhos de um lobo”

Irmão lobo, primeiro volume das Crônicas das trevas antigas, conta a história de Torak e de lobo. Antes de falar deles, no entanto, vou falar do mundo em que se passa a história ­– a parte mais fascinante do livro pra mim (tanto que, como vocês verão, falei mais dele que do livro em si na resenha).

Estamos há uns seis mil anos, na Europa: o continente ainda está coberto de florestas. Os homens vivem em clãs, ainda não conhecem agricultura ou escrita. São coletores, caçadores. O livro transmite bem o que seria o ‘espírito da época’. As superstições, hierarquias, os clãs. Mas principalmente a ligação entre a floresta e seus moradores

Na verdade, acho que a integração com a floresta é o cerne do que chamo de ‘espírito da época’: não poderia ser de outra forma, afinal eles dependiam dela de uma forma bem extrema. Eram caçadores, coletores. Faziam parte dela como o veado e o javali. Leia mais

Enterrado Vivo (2010)

O filme conta a história de Paul Conroy (Ryan Reynolds), que acorda dentro de um caixão sob a terra, após ter seu comboio de caminhões atacado por algum grupo terrorista. O objetivo de Paul é conseguir sair com vida desse seu pesadelo subterrâneo.

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Não se esqueça de mover os pés

Arqueiros, sangue, alta idade média. Quando ouvir falar de Fora da Lei, pensei que não podia dar errado. É daqueles livros que você compra na segurança por que ele está em sua zona de conforto – não é um gênero novo ou um daqueles estilos que te agradam parcialmente. É seu território. E livros de arqueiros, sangrentos e medievais (como vocês devem ter notado pelo teor dos livros que já postei) estão por demais em minha zona.

Era ainda mais seguro por se tratar da história de Robin Hood. Nunca havia lido um livro sobre Robin, mas obviamente conhecia sua história por filmes e séries. Conhecia, gostava (não que morresse de amores) e sabia que daria um bom livro. Como disse, não haveria como eu não gostar.

E estava na lista de recomendações de Bernard Cornwell. Bernard Cornwell! Encontrei O imperador – série fantástica da qual já falei aqui – naquela lista de recomendações. É natural confiar no livros que um de seus autores favoritos indica, né?

Comprei-o então. E, bem, deu errado. Leia mais

“O homem de preto fugia pelo deserto e o pistoleiro ia atrás”

Já há algum tempo olhava a série d’A Torre Negra com certo interesse. Por um sem-numero de motivos nunca a iniciava: outras séries, outros autores, outras prioridades. Vocês entendem perfeitamente. Depois de muita enrolação, comprei o seu livro inicial, O Pistoleiro.

Pelo que entendi (mais tarde vocês entenderão minha ressalva), A Torre Negra conta a história de Roland, o último pistoleiro, e de sua busca pela… Torre Negra. E a Torre seria…? Seria… bem, o lugar fodão que a tudo controla. O Tempo, o Espaço, o Tamanho. O primeiro livro centra-se na perseguição ao homem de preto, Walter das Sombras, que parece ter algumas das respostas para as perguntas do pistoleiro. Respostas necessárias para que ele chegue à Torre.

Eu fiz aquela ressalva pois quase nada fica perfeitamente explícito no livro. Por exemplo, não sei – muito embora tenha boa idéia – por que o pistoleiro tem de chegar a Torre. Não sei por que ele é o último pistoleiro. Ou exatamente o que significa ser um pistoleiro. Não sei por que o homem de preto tem as respostas, tão pouco quem é o homem de preto. Tenho uma idéia de quem seja Roland, mas nada muito concreto. Leia mais

Candy (2006)

Nesse filme genial, Heath Ledger interpreta um viciado em drogas (Dan) que namora Candy (Abbie Cornish). Os dois vão vivendo a vida juntos e arranjando maneiras de sustentar o vício de ambos. Obviamente, surgem diversas complicações que consomem o relacionamento e o levam para um inevitável e triste fim.

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Os Vampiros que se Mordam (Vampires Suck) [2010]

Vampire Sucks é uma sátira bem ao estilo Todo Mundo em Panico, só que satirizando a série Crepúsculo. O filme não tem história, e eu não consegui tirar muito mais pra falar na sinopse.

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Satisfação

Fiz esse post pra justificar, pra dar uma satisfação aos leitores(as)(animais)(vegetais).

Esse ano para mim é um ano decisivo: o do vestibular. Sendo assim, preciso estudar… no primeiro semestre não o fiz vigorosamente, acumulei assunto… agora tento tirar a diferença estudando quase todo o tempo que tenho. Quando não estudo, descanso para dormir ou para marcar algo para o final de semana. Não, não quero parar de postar; mas o ritmo diminuirá progressivamente…

Hot Tub Time Machine (2010)

Antes de tudo, vou expressar minha revolta: de onde que esses tradutores tiram os nomes de filmes? Como que Hot Tub Time Machine virou “A Ressaca”? Pronto, expressei. E um aviso também, mini post à vista.

O filme conta a história de 4 homens – em suma, todos fracassados – que viajam para um resort de esqui onde 3 deles passaram momentos da juventude. Depois de uma noite de bebedeira, surpreendentemente acordam no ano de 1986, e descobrem que a banheira do hotel é na verdade uma máquina do tempo! Essa é a chance que eles têm de consertar o passado.

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21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

 A Bienal do Livro 2010 é o terceiro maior evento do gênero do mundo (o espaço é correspondente a oito campos de futebol, que eu lembre) – as duas consideradas maiores  são a Feira do Livro de Frankfurt e a Feira Internacional do Livro de Turim. Ela chega, em 2010, na sua 21ª edição. Terá a programação focada em quatro temas principais, Livro digital; Lusofonia; Clarice Lispector; e Monteiro Lobato.

Marcada para ocorrer entre os dias 12 e 22 de agosto (o dia 12 é exclusivo para profissionais da área) das 10h às 22h, a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo vai acontecer no Pavilhão de Exposições do Anhembi (endereço no fim do post) .  Leia mais

“Sou a terra e os ossos dos morros. Sou o inverno.”

Não considerarei spoiller os fatos mais gerais da história do Cã, por que teria que parar para avisar muitas vezes. Seria como considerar spoiller dizer que Brutus traiu César, entendem? Se quiserem ir pra série sem saber nada (o que respeito), sugiro que não leiam, mas para quem vá leu os dois primeiros volumes isso não será problema. Bem, estão avisados.

A série O Conquistador (Conn Iggulden) conta-nos a história de Genghis Khan. E, meu Deus, que história! Acho que foi a personalidade que mais me impressionou, sinceramente. É absurdo, ao ponto de você imaginar até que ponto isso é verdadeiro. Que César e Napoleão me desculpem.

Vale a pena você conhecer, mesmo que não queira ler a série de Iggulden (até agora três livros), então vou tentar resumi-la para vocês. Temujin – seu nome de infância – nasceu na Mongólia, por volta da década de 1160. Neste tempo aquela terra era povoada por tribos rivais entre si, que viviam se engalfinhando. Cada uma era governada por um Cã. E filho de Cã, Temijin era. Certo dia seu pai, Yesuguei, é envenenado e morre. Como seus filhos poderiam reinvidicar o comando, o novo Cã deixa-os para morrer nas estepes sem gado, cavalos ou comida. E é assim, passando fome e contando apenas com o carisma que surge o homem que conquistou um território duas vezes maior que o império romano. Leia mais

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