Arquivo para junho \30\UTC 2010

Deixai toda esperança, ó vós que entrais.

Não, não vou escrever sobre A divina comédia, e sim sobre A armadilha de Dante (Arnaud Delalande). Este livro se passa na linda e enigmática Veneza do ano de 1756. Uma série de crimes brutais acontece (quer ter uma idéia? O primeiro assassinato foi o de um ator. Ele foi achado crucificado, com os olhos fora da órbita e uma inscrição no peito: “Vexilla regis prodeunt inferni” – Avançam os estandartes do inferno) e não se tem idéia de quem os comete ou de seu por quê. Para investigar o caso, Orquídea negra, Pietro Viravolta (cuja descrição no livro é linda, devo dizer) é libertado da prisão.

Como vocês já devem supor pelo título do meu post, os assassinatos seguem a obra de Dante Alighieri. A divina comédia é o cerne do mistério. Cada crime representa um ciclo do inferno descrito, tanto na forma de morte, quanto no pecado que é castigado; a figura de Virgílio é presente, exatamente como guia; versos e estrofes são usados pelo assassino. Como infelizmente não li A Divina Comédia não posso julgar se, em relação a esta obra, este diálogo ficou bem feito ou é fiel. Porém, n’A Armadilha de Dante ficou excelente, deu um ar de thriller histórico para a coisa toda e outra dimensão aos crimes, entendem? Continue lendo

“Não jure que caminhará no escuro aquele que não viu o cair da noite”

Para mim é muito difícil falar sobre O senhor dos Anéis. Por mais que leia e releia, não me canso – pelo contrário – meu fascínio aumenta. Aproximo-me mais de cada personagem, entendo-os mais, o que eles representam,  me emociono com a história. Arrepio-me. Essa resenha será uma declaração de amor por um autor que me acompanha há algum tempo e cuja obra sempre me encantará (não tenho medo de usar o sempre, neste caso). É por isso que é tão difícil, entendem? Ela me envolve demais. E é por isso que não escreverei apenas uma resenha para a série toda, como costumo. Cada livro terá a sua.

O senhor dos anéis conta história da demanda para destruir O Um Anel. Ele foi achado por Bilbo Bolseiro – tio de Frodo e um hobbit inusitado, aventureiro – na caverna de Gollum (falarei dele mais tarde). A principio ele é visto como um anel mágico, que deixa quem o usa invisível. Algo extraordinário, mas apenas isso. Gandalf, o cinzento, é quem descobre que aquele anel não é nem de longe um ‘simples’ anel mágico. É O um Anel. Anel onde Sauron, o senhor do escuro, pôs parte do seu poder; Anel que este perdeu e que ficou desaparecido na escuridão das montanhas até que Bilbo o achasse; Anel que, se voltar às mãos do senhor do escuro, tornará Mordor inexpugnável e selará o destino de todas as raças livres da terra média; Anel que só pode ser destruído pelo fogo que o criou, nas forjas da Montanha da perdição, no coração das terras de Sauron, sob os olhos da Barad-dûr, a torre escura.

Essa então não é, de longe, uma tarefa fácil. Continue lendo

“Ponha a mão no chão. Você está segurando história, garoto. A terra viu coisas que não podemos ver. Você está segurando sua família e Roma.”

A série O imperador, de Conn Iggulden conta a história de Julio César, imperador de Roma, desde sua infância até sua queda (quatro livros no total). São livros detalhados, com personagens bem construídos e com momentos de uma força linda de se ver.

Assim como Cornwell, Iggulden escreve romances históricos (a outra série dele é O Conquistador, que trás a história de Genghis Khan – falarei dela em outra ocasião). Assim como Cornwell, Iggulden consegue expor bem a mentalidade da época que retrata. Mas, diferente de Cornwell, ele escolhe como protagonista quem está no centro do acontecimento, não algum soldado anônimo ou senhor inventado. Sim, nosso protagonista é o próprio César. Continue lendo

Nine Dead (2010)

Nove pessoas, aparentemente sem nenhuma ligação, são sequestradas e presas em uma sala (cada um algemado a um mastro). Um homem mascarado entra na sala, e promete a liberdade a todos a partir do momento em que descobrirem qual a ligação entre eles. O tempo limite é 90 minutos, e a cada 10 minutos sem a resposta, uma pessoa é morta.

Quando eu li a sinopse desse filme, eu realmente esperava um filme bem ao estilo Jogos Mortais, cheio de tripas, sangue e nojinho por todos os lados. Porém, a agradável surpresa é que é muito diferente. Não há preocupação com sangue e nojeirinhas, e sim com o pensamento. Sim, caro leitor, o que te prende à tela é a vontade de conseguir juntar os fatos e pessoas.

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WOOOOMAN

NÃO TEM JEITO. A Austrália continua sendo fonte de muito hard rock decente, e dessa fonte chega a vocês o álbum homônimo da banda Wolfmother.

Se trata de uma obra-prima (sim, sei que ja usei essa palavra pra falar sobre 124076130 álbuns, mas não tem palavra mais apropriada para as ocasiões :{ ) [kkk ficou um smile tosco]; guitarras com fuzz, vocais bem… exóticos… (concordem comigo, ele canta parecendo que ta se abrindo ehe), letras bem arranjadas e tal.

O que me encanta nesse álbum é o jeito que ele te envolve, te deixa com vontade de pular, bater a cabeça, quebrar coisas, xingar alguém, enfim… tudo que o sistema não deixa. AH, TBM DÁ UMA VONTADE DE CANTAR COMO O CARA ATÉ PERCEBERMOS QUE NÃO DÁÁ.

ah

também

NÃO ADIANTA

Não tem como descrever como é ouvir wolfmoooooother até ouvir. Vale MUITO a pena ouvir esse bagulho que você baixa de graça sem dar valor ao trabalho árduo, ao sangue e ao suor da banda MAS é o sistema ( de novo ele)

link aqui:  http://www.4shared.com/file/dIvVJtf3/Wolfmother_-_Wolfmother.htm

Ps: não recomendaria o outro álbum da banda tanto quanto recomendo esse…

“Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler”.

Confesso que não colocava muita fé n’A menina que roubava livros.

Um motivo: não confio em mega best-sellers. Besteira, mas é como se eu esperasse que, por ser um best-seller, ele cairá em milhões de clichês, terá personagens aguados, enredo previsível. Me fará ler com avidez? Sim, terminarei rápido, entrarei na história, chorarei, comentarei bem depois e tudo mais. Porém – assim que fechar o livro – terei a impressão que não levei muito dele, fui obscura? É como se fosse uma daquelas comidas instantâneas. São gostosas, mas falta algo nelas, algo que encontramos naqueles pratos preparados com receitas por nós mesmos, sabem?

Outro perigo para mim é o período em que o livro se passa: segunda guerra mundial. Épocas funestas são solo fértil para ótimos livros, mas geralmente, com este punhado, vem um bocado que não vale o papel impresso

Essas duas coisas me impediam de sentir atração pelo livro, no entanto, ouvi alguns elogios de pessoas confiáveis que me fizeram dá uma chance para ele. Obrigada pessoas confiáveis! Se estes também forem seus medos, desconsidere-os. Ou mantenha-os e leia, eu me surpreendi. Continue lendo

Cartas Para Julieta (2010)

A moça das cartas, Sophie (Amanda Seyfried), viaja com seu noivo à Itália, para uma lua de mel antes do casamento. Em um de seus passeios, encontra um muro onde mulheres escrevem cartas desesperadas (ou não) para Julieta Capuleto (sim, a de Romeu e Julieta). Sophie encontra um grupo de mulheres que responde essas cartas diariamente, trazendo esperanças aos desolados corações apaixonados (ooh!) e resolve participar dessa incrível missão também. Na primeira vez em que vai recolher as cartas, encontra uma que estava lá há 50 anos e resolve responde-la.

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