Enterrado Vivo (2010)

O filme conta a história de Paul Conroy (Ryan Reynolds), que acorda dentro de um caixão sob a terra, após ter seu comboio de caminhões atacado por algum grupo terrorista. O objetivo de Paul é conseguir sair com vida desse seu pesadelo subterrâneo.

[Resenha a seguir]

Monótono. Melhor palavra pra descrever esse filme. O filme não sai do caixão, literalmente. Uma hora e trinta minutos do cara enterrado, só falando no celular. O filme tem duas cenas emocionantes, que duram, no máximo, 10 minutos, fora esses pequenos trechos de emoção,  é pura monotonia e uma tentativa (falha, para mim) de mexer com o psicológico do espectador. Eu não tenho problema com espaços fechados, e pra mim, esse drama de claustrofobia não funcionou muito.

Espera-se muito tempo para que de fato o filme comece a ter algo interessante, e o interessante não atinge as expectativas. O ponto positivo, é a exposição (mesmo que vaga) das dificuldades da situação do Iraque, da atitude das empresas perante a situação do sequestro e as iniciativas que o próprio governo americano toma para “salvar” seus cidadãos. Empregados comuns, que trabalham para reconstruir o país, e que são sequestrados como soldados, apenas por serem americanos. O sequestrador é um homem também comum, e o filme põe em questão até onde se iria para alimentar e proteger a sua família. Mostra também um lado que geralmente não se percebe, que os americanos estão trabalhando para reconstruir o que eles mesmos distruíram, mas isso começa a traçar questões delicadas que eu não tenho conhecimento nenhum pra discutir.

Em suma, o filme é bom. O lado crítico é bem trabalhado, mas peca pela monotonia. Muitos citaram essa estagnação do personagem como um fator positivo, mas eu achei entediante. Aconselho muita disposição para começar a assistir, caso contrário não garanto que se consiga chegar até o final.

Nota: 7

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  1. Ainda não vi este, mas me lembra “127 Horas” que por sinal foi muito bem trabalhado com um roteiro eletrizante…parabéns pelo post!!!

      • Mariana Pupo
      • 17 de abril de 2011

      Achei “127 Horas” muito interessante, melhor que “Enterrado Vivo”. Talvez seja uma das minhas próximas resenhas… obrigada!

    • Flor
    • 10 de julho de 2011

    Alana, eu assisti esse filme pela misericórdia de Deus. Pedi forças para conseguir terminá-lo porque odeio deixar os filmes “pela metade”.

    Concordo com os comentários anteriores sobre o filme 127 horas. Esse sim deixa o espectador envolvido.

    Com relação a conclusão do seu texto, achei que você foi bem generosa dando 7,0 e a galera que acompanha o IMDB mais ainda, pois lá consta 7,2.

    =*

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