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Justiça seja feita

                                                                                                                                                                      Segunda chance (James Patterson) é um romance policial, continuação de primeiro a morrer – embora um só seja dependente do outro em alguns detalhes. Nele a policial (agora Tenente) Lindsay Boxer tem de lidar com uma onda de crimes que só se equiparam aos das noivas, do livro anterior. Inicialmente, o Departamento de polícia de San Francisco supõe que sejam motivados por simples ódio racial, porém Tenente Boxer não acredita em uma hipótese tão simples.

Não leio muitos livros policiais, então não tenho com quem comparar, mas gostei bastante do Segunda chance. Sua narrativa é rápida, fluida e, quando necessário, brutal (apesar de ter achado Primeiro a Morrer com cenas mais fortes). Para mim, o enredo não foi muito surpreendente – não que ele seja ruim. Não me fez ficar abismada, mas me prendeu e teve lá suas reviravoltas (embora parte dessas já fosse prevista também). Capítulos rápidos, descrições não muito detalhadas (apenas dos crimes), livro rápido. Continue lendo

Deixai toda esperança, ó vós que entrais.

Não, não vou escrever sobre A divina comédia, e sim sobre A armadilha de Dante (Arnaud Delalande). Este livro se passa na linda e enigmática Veneza do ano de 1756. Uma série de crimes brutais acontece (quer ter uma idéia? O primeiro assassinato foi o de um ator. Ele foi achado crucificado, com os olhos fora da órbita e uma inscrição no peito: “Vexilla regis prodeunt inferni” – Avançam os estandartes do inferno) e não se tem idéia de quem os comete ou de seu por quê. Para investigar o caso, Orquídea negra, Pietro Viravolta (cuja descrição no livro é linda, devo dizer) é libertado da prisão.

Como vocês já devem supor pelo título do meu post, os assassinatos seguem a obra de Dante Alighieri. A divina comédia é o cerne do mistério. Cada crime representa um ciclo do inferno descrito, tanto na forma de morte, quanto no pecado que é castigado; a figura de Virgílio é presente, exatamente como guia; versos e estrofes são usados pelo assassino. Como infelizmente não li A Divina Comédia não posso julgar se, em relação a esta obra, este diálogo ficou bem feito ou é fiel. Porém, n’A Armadilha de Dante ficou excelente, deu um ar de thriller histórico para a coisa toda e outra dimensão aos crimes, entendem? Continue lendo