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“O vento uiva pela noite trazendo consigo um aroma capaz de mudar o mundo”

O ciclo da herança conta a história de Eragon, um camponês órfão que mora com o tio e o primo em uma vila no meio do nada – Carvahall. Certo dia ele encontra uma estranha rocha oval com um mercador e decide comprá-la, ou roubá-la, não lembro.  Algum tempo se passa e a rocha mostra que não é exatamente uma rocha quando um dragão filhote sai de lá de dentro. Isso, obviamente, muda completamente a vida de Eragon (agora é um cavaleiro de Dragão, coisa que não se via há muito em Alagaësia) que se vê envolvido em um mundo que não é o seu.

A primeira vez que li Eragon adorei. Gosto de fantasia e dragões e este é o cerne da história de Chistopher Paolini. Tinha mistério, aventura, ação, uma narrativa boa. Alguns anos se passaram e eu desencantei da série. Não é que tenha deixado de gostar, até gosto, mas é um gostar fraquinho, sabem? Talvez se limite à curiosidade quanto ao final da história. Continue lendo

“Vocês devem ter ouvido falar de mim.”

Hoje vou falar de um livro que foi uma surpresa IMEEENSA! Não por que achasse que seria um livro ruim, mas por não achar nada dele. Sabe aquele livro que você está passeando feliz pela livraria, bate o olho e ele diz: ‘Sou eu que você quer.’ (não?) Então… foi assim com O Nome do Vento. Olhei sua capa (linda!), li sua orelha… aliás, essa é uma orelha que merece comentário. Acho que foi a melhor orelha que já li. Toda vez que me perguntam sobre ele não tenho coragem de falar sobre o livro, pois, por melhor que seja minha descrição ela estará abaixo do texto da orelha. Então procuro-a para que a pessoa possa ler (e ocasionalmente se apaixonar, como no meu caso). Vou colocar aqui para vocês:

“Meu nome é Kvothe, com pronuncia semelhante à de ‘Kuoth’. Os nomes são importantes porque dizem muito sobre as pessoas. Já tive mais nomes do que alguém tem direito de possuir. Meu primeiro mentor me chamava de E`lir, porque eu era inteligente e sabia disso. Minha primeira amada de verdade me chamava de Duleitor, porque gostava desse som. Já fui chamado de Umbroso, Dedo-Leve e Seis-Cordas. Fui chamado de Kvothe, o Sem-Sangue; Kvothe, O Arcano; Kvothe, O Matador do Rei. Mereci esses nomes. Comprei e paguei por eles. Mas fui criado como Kvothe. Uma vez meu pai me disse que isso significava ‘saber’. Fui chamado de muitas outras coisas é claro. Grosseiras, na maioria, embora pouquíssimas não tenham sido merecidas. Já resgatei princesas de reis adormecidos em seus sepulcros. Incendiei a cidade de Trebon.     Passei a noite com Feluriana e saí com minha sanidade e minha vida. Fui expulso da Universidade com menos idade do que a maioria das pessoas consegue ingressar nela. Caminhei à luz do luar por trilhas de que outros temem falar durante o dia. Conversei com deuses, amei mulheres e escrevi canções que fazem os menestréis chorarem. Vocês devem ter ouvido falar de mim. (…)”

Depois disso não podia recusar o livro.

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