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“galeses eram anões que peidavam repolho; escoceses eram miseráveis lambedores de cu, e franceses eram uns merdas secas”

Azincourt é um dos mais novos livros traduzidos de Bernard Cornwell, e faz jus ao nome do autor. Não o poria entre meus favoritos, mas é excelente – especialmente se você gostou da trilogia do Graal (O arqueiro – O andarilho – O herege). Estamos de novo na linda, sangrenta e fedorenta guerra dos 100 anos e temos novamente um protagonista arqueiro.

O livro conta a história da batalha de (advinhem) azincourt, que foi eternizada por Shakeaspere na peça, Henrique V. Mesmo com uma proporção altíssima de bastardos franceses para ingleses, com a doença,  com exército cansado e em terreno francês, a Inglaterra ganhou, e foi uma grande vitória. De fato, o resultado de Azincourt não alterou em nada (ou em pouca coisa) os rumos da guerra, porém imaginem como elevou a moral do exército inglês.

É isso que Cornwell se propõe a contar e, sendo Cornwell, faz isso divinamente. As descrições dele sempre são primorosas e cruas, sem idealizações, como já disse.  Porém o realismo que vemos em Azincourt impressiona. A precisão que ele dá aos números de dois lados, a descrição do terreno, a quantidade de flechas. Tem tudo. São muitas páginas só da batalha propriamente dita, mas muitas mesmo. No mínimo 30. O valor do livro se estabelece principalmente aí, na narrativa muito próxima a realidade. Mesmo o nome dos arqueiros ele tirou de uma lista. Perfeito.

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