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Não se esqueça de mover os pés

Arqueiros, sangue, alta idade média. Quando ouvir falar de Fora da Lei, pensei que não podia dar errado. É daqueles livros que você compra na segurança por que ele está em sua zona de conforto – não é um gênero novo ou um daqueles estilos que te agradam parcialmente. É seu território. E livros de arqueiros, sangrentos e medievais (como vocês devem ter notado pelo teor dos livros que já postei) estão por demais em minha zona.

Era ainda mais seguro por se tratar da história de Robin Hood. Nunca havia lido um livro sobre Robin, mas obviamente conhecia sua história por filmes e séries. Conhecia, gostava (não que morresse de amores) e sabia que daria um bom livro. Como disse, não haveria como eu não gostar.

E estava na lista de recomendações de Bernard Cornwell. Bernard Cornwell! Encontrei O imperador – série fantástica da qual já falei aqui – naquela lista de recomendações. É natural confiar no livros que um de seus autores favoritos indica, né?

Comprei-o então. E, bem, deu errado. Continue lendo

Wyrd bið ful arcæd

Antes de falar qualquer coisa sobre as crônicas saxônicas, sinto-me na obrigação de falar sobre Bernard Cornwell, seu escritor, e de suas obras no geral.

Cornwell escreve os chamados romances históricos, ou seja, são ficção, porém têm como plano de fundo acontecimentos reais. E ele costura isso divinamente, criando enredos maravilhosos sem alterar o curso da história (ele chega a mudar sim, alguns detalhes – poucos – mas ele diz o que saiu da sua cabeça, o que é confirmado e o que não é na nota histórica, sempre presente no final do livro). Suas descrições de batalha são as melhores que já vi, extremamente detalhadas e realistas (nada de batalhas limpas e idealizadas); páginas a fio de sangue, merda, paredes de escudo, fuzis, arcos ou o que quer que seja, lindo de se ver! Aprendi um bocado sobre história e batalhas com ele. E o humor dele é… isso merece um trecho ilustrativo:

“— Lembre-me porque você foi feito fora da lei, Hook.
— Porque bati em um padre, Sir John — admitiu Hook.
[…]
— Você fez mal, Hook, Fez muito mal. Não devia ter batido nele.
— Sim, Sir John — disse Hook humildemente.
— Devia ter aberto as tripas pútridas daquele desgraçado e arrancado o coração dele pelo cu fedorento.” (Azincourt)

É daí para baixo, você ri muito (e aviso que nas saxônicas temos muito humor) xD

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