Posts Tagged ‘ livro ’

“O homem de preto fugia pelo deserto e o pistoleiro ia atrás”

Já há algum tempo olhava a série d’A Torre Negra com certo interesse. Por um sem-numero de motivos nunca a iniciava: outras séries, outros autores, outras prioridades. Vocês entendem perfeitamente. Depois de muita enrolação, comprei o seu livro inicial, O Pistoleiro.

Pelo que entendi (mais tarde vocês entenderão minha ressalva), A Torre Negra conta a história de Roland, o último pistoleiro, e de sua busca pela… Torre Negra. E a Torre seria…? Seria… bem, o lugar fodão que a tudo controla. O Tempo, o Espaço, o Tamanho. O primeiro livro centra-se na perseguição ao homem de preto, Walter das Sombras, que parece ter algumas das respostas para as perguntas do pistoleiro. Respostas necessárias para que ele chegue à Torre.

Eu fiz aquela ressalva pois quase nada fica perfeitamente explícito no livro. Por exemplo, não sei – muito embora tenha boa idéia – por que o pistoleiro tem de chegar a Torre. Não sei por que ele é o último pistoleiro. Ou exatamente o que significa ser um pistoleiro. Não sei por que o homem de preto tem as respostas, tão pouco quem é o homem de preto. Tenho uma idéia de quem seja Roland, mas nada muito concreto. Continue lendo

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21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

 A Bienal do Livro 2010 é o terceiro maior evento do gênero do mundo (o espaço é correspondente a oito campos de futebol, que eu lembre) – as duas consideradas maiores  são a Feira do Livro de Frankfurt e a Feira Internacional do Livro de Turim. Ela chega, em 2010, na sua 21ª edição. Terá a programação focada em quatro temas principais, Livro digital; Lusofonia; Clarice Lispector; e Monteiro Lobato.

Marcada para ocorrer entre os dias 12 e 22 de agosto (o dia 12 é exclusivo para profissionais da área) das 10h às 22h, a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo vai acontecer no Pavilhão de Exposições do Anhembi (endereço no fim do post) .  Continue lendo

“Sou a terra e os ossos dos morros. Sou o inverno.”

Não considerarei spoiller os fatos mais gerais da história do Cã, por que teria que parar para avisar muitas vezes. Seria como considerar spoiller dizer que Brutus traiu César, entendem? Se quiserem ir pra série sem saber nada (o que respeito), sugiro que não leiam, mas para quem vá leu os dois primeiros volumes isso não será problema. Bem, estão avisados.

A série O Conquistador (Conn Iggulden) conta-nos a história de Genghis Khan. E, meu Deus, que história! Acho que foi a personalidade que mais me impressionou, sinceramente. É absurdo, ao ponto de você imaginar até que ponto isso é verdadeiro. Que César e Napoleão me desculpem.

Vale a pena você conhecer, mesmo que não queira ler a série de Iggulden (até agora três livros), então vou tentar resumi-la para vocês. Temujin – seu nome de infância – nasceu na Mongólia, por volta da década de 1160. Neste tempo aquela terra era povoada por tribos rivais entre si, que viviam se engalfinhando. Cada uma era governada por um Cã. E filho de Cã, Temijin era. Certo dia seu pai, Yesuguei, é envenenado e morre. Como seus filhos poderiam reinvidicar o comando, o novo Cã deixa-os para morrer nas estepes sem gado, cavalos ou comida. E é assim, passando fome e contando apenas com o carisma que surge o homem que conquistou um território duas vezes maior que o império romano. Continue lendo

“Alas! It is ill to walk in my shadow! Why did I seek aid? For now you are alone, O Master of Doom, as you should have known it must be.”

The Children of Húrin é o mais recente livro publicado de Tolkien… Espere, isso merece uma explicação. Recente?! Há inúmeras anotações inéditas que Tolkien deixou. Nosso querido, louvado, Christopher Tolkien pegou a bagunça toda, foi juntando os pedaços e tchrãns! Eis o livro novo de um autor morto há tempos. Agradeçam-no!

Voltando ao livro… Húrin Thalion era um grandioso guerreiro que foi capturado por servos de Melkor na Nirnaeth Arnoediad, batalha das lágrimas incontáveis. Por não revelar a localização de Gondolin (e, assim, trair seus amigos) ao Senhor do Escuro, ele e sua família recebem uma maldição. Túrin e Niënor, seus filhos, crescem, vivem e morrem sob esta sombra. O livro então nos trás este conto: o de Túrin Turambar e sua sina. Fadado ao fracasso e a morte em tudo que fez e, apesar disso, senhor de alguns dos maiores feitos dos homens. É uma história triste. Fala de destino, poder e (por que não?) MUITO azar. Continue lendo

Justiça seja feita

                                                                                                                                                                      Segunda chance (James Patterson) é um romance policial, continuação de primeiro a morrer – embora um só seja dependente do outro em alguns detalhes. Nele a policial (agora Tenente) Lindsay Boxer tem de lidar com uma onda de crimes que só se equiparam aos das noivas, do livro anterior. Inicialmente, o Departamento de polícia de San Francisco supõe que sejam motivados por simples ódio racial, porém Tenente Boxer não acredita em uma hipótese tão simples.

Não leio muitos livros policiais, então não tenho com quem comparar, mas gostei bastante do Segunda chance. Sua narrativa é rápida, fluida e, quando necessário, brutal (apesar de ter achado Primeiro a Morrer com cenas mais fortes). Para mim, o enredo não foi muito surpreendente – não que ele seja ruim. Não me fez ficar abismada, mas me prendeu e teve lá suas reviravoltas (embora parte dessas já fosse prevista também). Capítulos rápidos, descrições não muito detalhadas (apenas dos crimes), livro rápido. Continue lendo

“Mas ela é a Rainha dos Condenados, e os condenados não podem viver sem ela”

 Se você não leu O Vampiro Lestat e quer ter uma leitura feliz deste desconhecendo o final (coisa que aconselho veementemente) não leia esta resenha

A Rainha dos Condenados (Anne Rice) conta os desdobramentos do despertar de Akasha, acordada pela música de Lestat no final do livro anterior, pelo ponto de vista de vários vampiros – Lestat inclusive.

Acabei hoje e, no final das contas, gostei do livro. Porém, não tanto quanto gostei d’O Entrevista e nem de longe como do d’O Vampiro Lestat. E até chegar no gostar passei da raiva ao tédio. Decepcionei-me um pouco. Digo, com parte da história, com as primeiras páginas. Como minha opinião mudou muito do começo para o fim, dividirei minha resenha em duas: antes do show e depois do show. Vocês logo entenderão. Continue lendo

Nosso nome é Legião, porque somos muitos.

Quando ouvi falar do Como Se não houvesse amanhã fiquei encantada (A começar pelo título que me fez cantar imediatamente o refrão de Pais e Filhos). Este é um livro de contos (vinte no total) inspirados nas músicas de Legião Urbana. Bem, eu gosto um tanto de Legião. Gosto bastante, sendo sincera. Ao ponto de entrar no estado ‘Deus, eu quero ler isso’. Ainda mais quando vi o índice do livro: Ainda é cedo, Acrilic on canvas, Tempo perdido, Eduardo e Mônica, Giz, Há tempos, Monte castelo… vou parar, vejam o índice por vocês mesmos.

Enfim, eram vinte contos se entrelaçando com vinte músicas com as quais eu tenho uma relação muito íntima. Músicas que já fiquei tardes, noites a fio ouvindo e ouvindo e ouvindo. Músicas que não raras vezes me fizeram chorar, ficar melancólica. Ou rir, querer dançar, pular e bater palmas sozinha no meu quarto. Que me fazem lembrar de pessoas, sensações, momentos. De uma das bandas que mais sinto por não poder jamais ver um show. Era óbvio que esperava muito, mas muito mesmo dos contos. Continue lendo