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“Vocês devem ter ouvido falar de mim.”

Hoje vou falar de um livro que foi uma surpresa IMEEENSA! Não por que achasse que seria um livro ruim, mas por não achar nada dele. Sabe aquele livro que você está passeando feliz pela livraria, bate o olho e ele diz: ‘Sou eu que você quer.’ (não?) Então… foi assim com O Nome do Vento. Olhei sua capa (linda!), li sua orelha… aliás, essa é uma orelha que merece comentário. Acho que foi a melhor orelha que já li. Toda vez que me perguntam sobre ele não tenho coragem de falar sobre o livro, pois, por melhor que seja minha descrição ela estará abaixo do texto da orelha. Então procuro-a para que a pessoa possa ler (e ocasionalmente se apaixonar, como no meu caso). Vou colocar aqui para vocês:

“Meu nome é Kvothe, com pronuncia semelhante à de ‘Kuoth’. Os nomes são importantes porque dizem muito sobre as pessoas. Já tive mais nomes do que alguém tem direito de possuir. Meu primeiro mentor me chamava de E`lir, porque eu era inteligente e sabia disso. Minha primeira amada de verdade me chamava de Duleitor, porque gostava desse som. Já fui chamado de Umbroso, Dedo-Leve e Seis-Cordas. Fui chamado de Kvothe, o Sem-Sangue; Kvothe, O Arcano; Kvothe, O Matador do Rei. Mereci esses nomes. Comprei e paguei por eles. Mas fui criado como Kvothe. Uma vez meu pai me disse que isso significava ‘saber’. Fui chamado de muitas outras coisas é claro. Grosseiras, na maioria, embora pouquíssimas não tenham sido merecidas. Já resgatei princesas de reis adormecidos em seus sepulcros. Incendiei a cidade de Trebon.     Passei a noite com Feluriana e saí com minha sanidade e minha vida. Fui expulso da Universidade com menos idade do que a maioria das pessoas consegue ingressar nela. Caminhei à luz do luar por trilhas de que outros temem falar durante o dia. Conversei com deuses, amei mulheres e escrevi canções que fazem os menestréis chorarem. Vocês devem ter ouvido falar de mim. (…)”

Depois disso não podia recusar o livro.

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