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“O homem de preto fugia pelo deserto e o pistoleiro ia atrás”

Já há algum tempo olhava a série d’A Torre Negra com certo interesse. Por um sem-numero de motivos nunca a iniciava: outras séries, outros autores, outras prioridades. Vocês entendem perfeitamente. Depois de muita enrolação, comprei o seu livro inicial, O Pistoleiro.

Pelo que entendi (mais tarde vocês entenderão minha ressalva), A Torre Negra conta a história de Roland, o último pistoleiro, e de sua busca pela… Torre Negra. E a Torre seria…? Seria… bem, o lugar fodão que a tudo controla. O Tempo, o Espaço, o Tamanho. O primeiro livro centra-se na perseguição ao homem de preto, Walter das Sombras, que parece ter algumas das respostas para as perguntas do pistoleiro. Respostas necessárias para que ele chegue à Torre.

Eu fiz aquela ressalva pois quase nada fica perfeitamente explícito no livro. Por exemplo, não sei – muito embora tenha boa idéia – por que o pistoleiro tem de chegar a Torre. Não sei por que ele é o último pistoleiro. Ou exatamente o que significa ser um pistoleiro. Não sei por que o homem de preto tem as respostas, tão pouco quem é o homem de preto. Tenho uma idéia de quem seja Roland, mas nada muito concreto. Continue lendo

Nine Dead (2010)

Nove pessoas, aparentemente sem nenhuma ligação, são sequestradas e presas em uma sala (cada um algemado a um mastro). Um homem mascarado entra na sala, e promete a liberdade a todos a partir do momento em que descobrirem qual a ligação entre eles. O tempo limite é 90 minutos, e a cada 10 minutos sem a resposta, uma pessoa é morta.

Quando eu li a sinopse desse filme, eu realmente esperava um filme bem ao estilo Jogos Mortais, cheio de tripas, sangue e nojinho por todos os lados. Porém, a agradável surpresa é que é muito diferente. Não há preocupação com sangue e nojeirinhas, e sim com o pensamento. Sim, caro leitor, o que te prende à tela é a vontade de conseguir juntar os fatos e pessoas.

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[REC] e [REC]2

Eu amo filmes de terror, e eu amo filmes ensanguentados, e eu amo filmes com reviravoltas absurdas.

“pô, tão me chamando de incidente, mimimi”

[REC] se encaixa no terror ensanguentado e [REC]2 na reviravolta (nem tão) absurda. Tudo começa com a repórter Ángela Vidal (Manuela Velasco) e seu camera man Pablo (Pablo Rosso) indo fazer uma reportagem no Corpo de Bombeiros. Os bombeiros recebem um chamado para resolver um pequeno incidente com uma velha gritalhona num prédio. Ao chegarem lá, encontram o incidente em questão correndo ensanguentado pelo prédio e posteriormente descobrem que ela é portadora de um vírus transmitido por mordidas. O prédio é posto em quarentena.

Depois disso, é só um monte de zumbis loucos por cééérebro morder pessoas não infectadas. O diferencial do filme é que não se tem pra onde correr. A sensação de “inferno terreno” é absurda, e o fato das filmagens serem feitas na câmera de mão do camera man faz você realmente se sentir dentro do filme. Muito sangue, muita gritaria e vários sustos pra dar aquela incrementada. O mistério vai se desvendando mas no final  do filme você continua com aquela vontade de assistir mais e várias perguntas surgem: “Por que? Como começou? Vai acabar? São zumbis mesmo? É só raiva em humanos?”

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